Santo de 18 de maio

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São Félix de Cantalício

São Félix de Cantalício, O.F.M. Capuchinho

(† 1587)

Era o encargo do capuchinho Frei Félix pedir esmolas para o convento S. Boaventura em Roma. Dia por dia passava ele pelas ruas da cidade eterna. Todos o veneravam. Príncipes e Cardeais cumprimentavam-no respeitosamente, e onde quer que estivesse, o povo o procurava como a um grande santo.

De fato, a Igreja inseriu-lhe o nome no catálogo oficial dos Santos. Que fez este pobre frade, para merecer as honras dos altares?

Bom é o ator que representa impecavelmente o papel, quer seja de rei ou de mendigo. Eis a chave do enigma da vida santa aqui na terra. Frei Felix, o pobre capuchinho, andando pelas ruas, saudava a todos com um alegre "Deo gratias". As crianças, sabendo que assim agradavam ao Frei Felix, corriam-lhe atrás, gritando: "Deo gratias, Frei Felix, Deo gratias". Muitas vezes reunia as crianças ao redor, cantava com elas ou ensinava-lhes a rezar. Nestas ocasiões compunha pequenos versos, que os pequenos, num instante, decoravam.

"Deo gratias" dizia o frade, quando lhe davam uma esmola para o convento. "Deo gratias" era-lhe a resposta também quando, em vez de esmola, recebia insultos e maus tratos. A todos, bons e maus, respondia com o imperturbável e pacífico "Deo gratias". Em tudo louvava a bondade e misericórdia de Deus.

Quarenta anos ocupou Frei Felix o posto de esmoleiro, sempre com a mesma dedicação, sempre com a mesma humildade. Todos o conheciam, pois era o espetáculo de cada dia ver o bom do Frade, descalço, trajando um hábito velho e rôto, vergado sob um grande saco tendo nas mãos o rosário, e recolhido num profundo silêncio. Pelo aspecto inspirava respeito. Quando velho e já alquebrado, passava pelas ruas, que durante quarenta anos o viram passar veio-lhe um dia ao encontro um Cardeal, que lhe perguntou porque não pedia aos Superiores um descanso. Felix respondeu-lhe: "o soldado morre com as armas na mão, e o burro sob o peso do fardo. Não permita Deus que eu dê repouso ao meu corpo, que outro fim não tem senão sofrer e trabalhar". Imitando a São Francisco, seu Pai espiritual, chamava o corpo "o irmão burrinho", dispensando-lhe o tratamento correspondente a pão e água, e descanso sobre uma dura tábua.

Pelo fim da vida lhe sobreveio uma doença dolorosíssima, que o fez sofrer muito. Frei Felix, no meio das dores, não perdia a paciência e alegria espiritual. Grato, aceitava tudo da mão de Deus para tornar-se cada vez mais semelhante a Jesus, seu divino modelo. Costumava dizer: "O sofrimento é uma graça de Deus; as dores são rosas preciosas. Quereis que as recuse e me prive da honra de sofrer por Jesus? Meu corpo preferia não sofrer; não o atendo, porém, ele há de fazer o que Deus quer".

Grande e ardente amor tinha a Jesus crucificado e a Maria Santíssima. Noites inteiras passava-as ao pé do altar da Santíssima Virgem. Com amor ardente estendia os braços, pedindo à divina Mãe, com toda a simplicidade, que lhe reclinasse o Menino Jesus nos braços, graça esta, que Maria Santíssima muitas vezes lhe concedeu.

Frei Felix teve uma santa morte. Morreu com 72 anos de idade, em 1587. Uma visão celestial glorificou-lhe a agonia. Numa indizível alegria, estendeu os braços e exclamou: "Oh, oh, oh!" A pergunta dos Irmãos, sobre o que via, respondeu: "Vejo o que não podeis ver". Muitos milagres lhe confirmaram a santidade.

Reflexões

1. Duas coisas S. Felix fazia os pecadores ponderarem: o perigo de caírem em pecados ainda maiores, o de morrerem em estado de pecado e de perderem-se eternamente. Realmente, quem cai em pecados e deles não se livra por uma boa confissão, dificulta consideravelmente a conversão e está em sério perigo de permanecer nesse triste estado até à morte.

2. A jaculatória predileta e sempre usada de São Felix era: "Deo gratias" — graças a Deus! Como S. Felix, cada um de nós tem motivos para agradecer a Deus, que é nosso maior e constante benfeitor. Tudo o que somos e possuímos, a Deus é que o devemos: criação, conservação da vida, batismo, perdão dos pecados e inúmeras graças. É justo, pois, que lhe manifestemos a nossa gratidão, de acordo com o ensinamento do Apóstolo: "Graças rendei a Deus em todas as coisas, pois essa é a sua vontade". (1 Tes. 5, 18).

Santos, cuja memória é celebrada hoje

Em Camerino, na Itália, o martírio de Venâncio, que na idade de 16 anos, sob o governo de Décio, deixou a vida por Nosso Senhor.

No Egito, o bispo Potamião que, segundo uma expressão de Santo Atanásio, alcançou a honra de um duplo martírio. Numa campanha que os Arianos no tempo de Maximino Daza abriram contra a Igreja, perdeu uma vista, e o uso de um joelho. Numa segunda investida dos mesmos hereges, patrocinada pelo imperador Constâncio, foi morto a pauladas. 341.

Em Ancira, na Galácia, os mártires Teodoto, Tecusa a tia deste: as Virgens Alexandra Cláudia, Faina, Matrona e Julita. A Providência divina preservou-as de ofensas vergonhosas. Foram-lhes atadas pedras ao pescoço e assim mergulhadas num pântano. Teodoto retirou os cadáveres e deu-lhes enterro cristão. Esta obra de caridade trouxe-lhe também a ele a coroa do martírio.

Referência: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1959.

Comemoração: 18 de maio.

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