
Santo Apolônio, Mártir
(† 184)
Apolônio, senador romano, no tempo do imperador Comodo (108), gozava de elevadíssima reputação na cidade dos Cesares, devido à cultura intelectual admirável eloquência e finíssimo trato que o distinguiam. A leitura da Sagrada Escritura, a audição da palavra explicada e as conferências que teve com o Papa Eleutério, levaram-no a abandonar as superstições de uma religião falsa e pedir o santo Batismo. Uma vez cristão, tornou-se instrumento valioso da propaganda da religião de Cristo entre os compatrícios. Pelo exemplo e a palavra conduziu muitos ao redil do divino Pastor.
Se bem que Comodo não perseguisse os cristãos, até lhes desse provas de simpatia, existia em vigor uma lei anterior, segundo a qual era condenado à morte o cristão que, acusado de professar a religião, se negasse a abandoná-la. Achou-se um e cravo de Satanás que, incomodado pelo incremento que o catolicismo tomava, se lembrasse de denunciar Apolônio. O juiz, Perenis, penalizado por ver arrastado ao tribunal membro tão distinto da sociedade, nem por isso podia deixar de convidar Apolônio à abjurar o cristianismo. Apolônio, por sua vez, aproveitou a ocasião, para proferir belíssima defesa de sua religião no fórum, mostrando à assembleia numerosíssima a falsidade do paganismo e a impiedade do culto idólatra. Suas palavras calaram profundamente nos espíritos dos assistentes, e ninguém teve um gesto de réplica. Perenis, porém, temendo qualquer reação ou protesto, se absolvesse o denunciado, propôs a Apolônio, renunciar por mera formalidade às doutrinas cristãs, garantindo-lhe toda a liberdade de consciência em tal assunto. Apolônio repeliu o conselho: Admiro-me disse — ao juiz — como, tendo ouvido minha argumentação irrefutável, ainda podes fazer-me tal insinuação. Sou cristão, não só de palavra, mas de fato e maior desejo não nutro, a não ser este, de derramar o meu sangue em testemunho de minha fé".
Ainda em termos eloquentes e persuasivos exortou ao juiz e aos senadores a aceitarem a religião cristã, única verdadeira e capaz de abrir as portas da eterna felicidade.
Essas palavras foram ouvidas com grande comoção, mas caíram em terra dura. Perenis, tendo ouvido a opinião dos demais senadores, condenou Apolônio à pena de morte pela espada. Ao ouvir esta sentença, Apolônio deu graças a Deus em alta voz, confessando-se publicamente cristão, e que, como tal queria viver e morrer. Apelou ainda para todos, para que lhe seguissem o exemplo e tratassem da salvação da própria alma.
A morte do Mártir ocorreu em 184.
Reflexões
A conversão de Santo Apolônio foi o fruto da leitura da Sagrada Escritura, do estudo da religião e das conversações com o Santo Papa Eleutério. Uma vez convencido da verdade da santa religião, tendo recebido o Batismo, tratou com toda energia de adquirir as virtudes cristãs. A leitura espiritual e a audição da palavra de Deus são dois meios poderosos, não só para conhecer a verdade da religião, como também para subordinar-lhe a vida e santificar-se. O Batismo abre-nos apenas os tesouros da graça, fazendo-nos filhos de Deus. Pelas virtudes é que devemos agradar a Deus. Duas coisas Nosso Senhor mandou aos Apóstolos que fizessem: Batizar os povos e ensinar-lhes a cumprir tudo o que Ele mandara. O amor de Deus manifesta-se pela observação dos mandamentos. São Paulo ameaçou os Gálatas com o inferno, se não começassem a levar uma vida segundo a fé. "Que adianta, meus irmãos, se alguém disser que tem fé e não a prática. A fé sem as obras é uma fé morta".
Santos, cuja memória é celebrada hoje
Em Messina, o glorioso martírio do Bispo Eleutério e da sua mãe Anthia no tempo do imperador Adriano.
Na mesma cidade o martírio de S. Corebo, governador de Messina e batizado por Santo Eleutério.
Em Bréscia, a memória do mártir São Calocero, nobre oficial do imperador Adriano e convertido à fé por S. Faustino e Jovita, 119.
Em Milão, o Cardeal Galdino. Morreu repentinamente na igreja, depois de um sermão que fizera contra as heresias.
Na Toscana, a memória de S. Amidéo, um dos sete fundadores da Ordem dos Servitas.
Referência: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1959.
Comemoração: 18 de abril.
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