São João, diante da Porta Latina

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Santo do dia 6 de maio
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São João, diante da Porta Latina

São João, diante da Porta Latina

É celebrado hoje o aniversário da consagração de uma igreja situada a sudeste de Roma, chamada S. João, diante da Porta Latina. É um templo antiquíssimo, edificado sobre o lugar, onde, segundo a tradição, se teria dado o martírio de S. João Evangelista.

Duas palavras bem significativas de Nosso Senhor, os santos Evangelhos mencionam, ambas relacionadas ao discípulo predileto. A primeira é a resposta que Jesus deu ao pedido feito pela mãe dos filhos de Zebedeu (Salomé), que fizesse, com que os dois, João e Tiago, fossem colocados na sua glória um ao lado direito e outro ao lado esquerdo (Mc. 10, 38). "Não sabeis o que pedis: podeis beber o cálice, que eu bebo? Ou ser batizados com o batismo com que sou batizado? E eles responderam: Podemos. A que Jesus, respondeu: "Em verdade, bebereis o cálice que eu bebo, e sereis batizados com o batismo, com que sou batizado". Os exegetas dão a estas palavras do Divino Mestre o valor de uma profecia. De fato, ambos, João e Tiago foram postos diante da prova da sua fé pelo martírio. Tiago morreu mártir e João passou pelo martírio, do qual por um auxílio especial de Deus saiu ileso.

A segunda palavra referente a João, proferida por Jesus depois da sua Ressurreição, é encontrada no capítulo 21 do Evangelho do mesmo Apóstolo, que relata a seguinte cena entre Jesus, Pedro e João. A Pedro Jesus disse: "Em verdade, em verdade te digo: quando eras moço, tu cingias-te, e ias onde querias; mas quando fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde não queres ir. — Disse isto, acrescenta S. João, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. E, tendo assim falado, lhe disse: segue-me. — Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo, que Jesus amava, que na ceia esteve recostado sobre seu peito, e lhe disse: Senhor, quem é o que te há de entregar? Vendo, pois, Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que fique assim até que eu venha, que te importa? Segue-me tu. — Correu logo esta voz entre os irmãos, que aquele discípulo não morreria. E não lhe disse Jesus: Não morre, mas: se eu quero que fique assim até que eu venha, que te importa?" Diz a tradição que, sob o governo de Domiciano, João foi a Roma e lá, condenado à morte, foi metido em uma caldeira de óleo a ferver. Deus, porém, estendeu sua mão protetora sobre seu Apóstolo, e este saiu ileso e mais puro que antes. Se não morreu mártir, mostrou que não lhe faltara o espírito de heroísmo para sofrer o martírio. De fato, bebeu o cálice, de que lhe falara o divino Mestre. De Roma foi ao exílio na ilha Patmos, onde escreveu o Apocalipse.

Santos, cuja memória é celebrada hoje

Em Cirene, o bispo Lúcio, de que S. Lucas fala nos Atos dos Apóstolos (13, 1). Na Tunísia, os mártires Heliodoro e Venusto com 75 companheiros. 3º século.

Referência: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1959.

Comemoração: 6 de maio.

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