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Tem imitado os santos ou demônios na Missa?

Tem imitado os santos ou demônios na Missa?

Os santos nos ensinam o valor fundamental da Santa Missa, e isso pode e deve ser ensinado às crianças, numa linguagem adequada à idade delas. Coloco aqui alguns pensamentos importantes que os pais podem usar neste trabalho:

“Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.” (Santo Tomás de Aquino).
“Uma só Missa, a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte.” (Santo Agostinho).
“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa.” (São Lourenço de Bríndise).
“Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória.” (São Jerônimo).
“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é, de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.” (São Boaventura).
“A Missa é o sol da Igreja.” (São Francisco de Sales).
“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.” (São João Crisóstomo).
“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição.” (São Francisco de Sales).
“Como nós devemos ouvir a Santa Missa? Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da Cruz” (São Pio de Pietrelcina).
“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à Igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício).

O seguinte texto abaixo são relatos de Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pio de Pietrelcina, documentados em Florilégio do Epistolário, páginas 182 a 184:

“Ouça, caro padre, os justos lamentos de nosso dulcíssimo Jesus: deixam-me sozinho de noite, sozinho de dia nas igrejas. Não cuidam mais do sacramento do altar; nunca se fala desse sacramento de amor; e mesmo os que falam, infelizmente, com que indiferença, com que frieza!”
“O meu coração, está esquecido. Já ninguém se preocupa com o meu amor. Estou sempre triste. Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os meus ministros, que sempre considerei com predileção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas.”
“Em vez disso, quem o acreditaria?, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento. Vejo, meu filho, muitos desses que… (aí se calou, os soluços lhe apertaram a garganta, chorou em segredo), sob aparências hipócritas, me traem com comunhões sacrílegas, esmagando as luzes e as forças que continuamente lhes dou…”

Jesus continuou ainda a lamentar-se. Padre, como me faz mal ver Jesus chorar! Também o senhor passou por isso?

Sexta-feira de manhã (28-03-1913) eu ainda estava na cama quando me apareceu Jesus, totalmente maltratado e desfigurado. 

Mostrou-me um grande número de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais diversos dignatários eclesiásticos; destes, alguns estavam celebrando, outros se paramentando, e outros retirando as sagradas vestes.

Ver jesus angustiado causava-me grande sofrimento, por isso quis perguntar-lhe por que sofria tanto. Não obtive nenhuma resposta. Porém, o seu olhar voltou-se para aqueles sacerdotes. Mas, pouco depois, quase horrorizado e como se estivesse cansado de observar, desviou o olhar e quando o ergueu para mim, com grande temor, verifiquei que duas lágrimas lhe sulcavam as faces.

Afastou-se daquela turba de sacerdotes, tendo no rosto, uma expressão de profundo pesar, gritando: “Carniceiros!” E voltando para mim disse:

“Meu filho, não creias que a minha agonia tenha sido de três horas, não. Por causa das almas por mim mais beneficiadas, estarei em agonia até o fim do mundo.
Durante o tempo da minha agonia, meu filho, não convém dormir. Minha alma vai a procura de algumas gotas de piedade humana; mas ai de mim! Deixam-me sozinho sob o peso da indiferença.
A ingratidão e os meus ministros supremos tornam opressiva minha agonia. Ai de mim! Como correspondem mal ao meu amor! O que mais me aflige é que, à sua indiferença, esses homens acrescentam o desprezo, a incredulidade.
Quantas vezes eu estive a ponto de fulminá-los, se não tivesse sido detido pelos anjos e pelas almas enamoradas de mim…
Escreve ao teu padre narrando o que viste e ouviste de mim esta manhã. Diz a ele que mostre a tua carta ao padre provincial…”

Jesus ainda continuou mas o que disse não poderei revelar a criatura alguma deste mundo.

Essa aparição me causou tal dor no corpo, porém ainda mais na alma, que durante o dia todo fiquei prostrado e acreditaria estar morrendo, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado…

Infelizmente, Jesus tem razão de nossa ingratidão!

(Padre Pio. Florilégio do Epistolário. Ps. 182-184)

Perguntaram ao São Padre Pio uma vez:

"Qual é o problema de bater palmas na Santa Missa?"

São Padre Pio respondeu:

"É verdade... No Calvário também havia a quem aplaudia a morte de Cristo: soldados e demônios."

Nota da imagem:

Missa nova com encenação teatral de crianças, do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em Waycross, Georgia, Estados Unidos.

A missa é uma festa? Um teatro? Um divertimento? Então para que fazê-la parecer como tal?

“Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos.” (Palavras de Nosso Senhor dirigidas à Padre Pio)

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