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O que é o sacerdote católico?

O que é o sacerdote católico?

O sacerdote católico é, sobre a terra, o ministro do Sumo Sacerdote Eterno, Jesus Cristo – único Mediador (pontífice: o que faz a ponte) entre Deus e os homens.

Pela ordenação sacerdotal, participa de Seus poderes. Só ele pode, validamente, celebrar o Sacrifício da Missa, perdoar os pecados, abençoar e consagrar.

O sacerdote não é, então, antes de tudo, o presidente de uma assembléia; mas possui faculdades que o simples fiel não tem. Foi, com efeito, aos Apóstolos somente, e não a todos os discípulos, que Cristo disse:

“Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22,19).

Onde se pode encontrar uma definição do sacerdócio?

A Epístola aos Hebreus ensina:

“Todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, está estabelecido para intervir em favor dos homens nas suas relações com Deus, a fim de oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (Hb 5,1).

O que essa definição manifesta?

Essa definição manifesta que o sacerdote é:

i) Tomado dentre os homens, e, pois, colocado à parte para ser consagrado a Deus;

ii) Estabelecido, em favor dos homens, e, pois, encarregado de uma função pública: as relações dos fiéis com Deus;

iii) Constituído como sacrificador.

O sacerdote é então, essencialmente, um mediador?

Sim, o sacerdote é, essencialmente, um mediador, um intermediário, entre Deus e os fiéis. (É, então, absurdo pretender, com Lutero, que todos os fiéis sejam sacerdotes!).

Qual é a função mais importante do sacerdote?

O sacerdote é, antes de tudo, o homem do Sacrifício, como indica a Epístola aos Hebreus. Ora, só há um Sacrifício válido no Novo Testamento: o de Nosso Senhor Jesus Cristo, que o sacerdote tem a possibilidade de oferecer em Seu nome – enquanto ministro – ao celebrar a Missa.

O sacerdote é, primeiramente, o homem da Missa.

Onde se pode achar a expressão dessa Verdade?

No rito da ordenação, o Bispo diz ao novo ordenado, quando lhe dá o cálice e a patena:

“Recebe o poder de oferecer a Deus o Sacrifício e de celebrar a Missa tanto pelos vivos quanto pelos mortos. [Pontifical Romano].”

Por que insistir tanto sobre esse nexo entre o sacerdote e o Sacrifício?

O sacerdócio católico sofreu, desde o Concílio Vaticano II, uma verdadeira crise de identidade. Muitos sacerdotes não sabem mais o porquê de terem sido ordenados.

Somente se pode sair desta crise, insistindo sobre o essencial: o sacerdote é separado dos outros homens e ordenado para render a Deus, pelo Sacrifício da Missa, o culto que Lhe é devido, e, para comunicar, aos fiéis, pelos Sacramentos, os frutos deste Sacrifício – notadamente, o perdão dos pecados.

Como o sacerdote pode perdoar os pecados?

O poder de perdoar os pecados foi dado por Cristo, aos Apóstolos e a seus sucessores, depois de Sua Ressurreição:

“Jesus lhes disse: A paz esteja convosco ! Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. Depois destas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo ! Os pecados serão perdoados àqueles a quem os perdoardes; serão retidos àqueles a quem os retiverdes” (Jo 20, 21-22).

Quem ataca, hoje, o sacerdócio católico?

O sacerdócio católico é, infelizmente, atacado, no seio mesmo da Igreja, e por sacerdotes!!! Um sacerdote, o padre Pesch não hesita em escrever:

“Muitas coisas que nos parecem, hoje, evidentes, eram desconhecidas das primeiras comunidades cristãs. Não havia nem Papa, nem Bispos, nem sacerdotes, nem ordens maiores, nem ordens menores. Não havia nexo entre a validade da Missa ou da absolvição e algumas ordens.” [297]

Esses ataques contra o sacerdócio católico são novos?

Essas afirmações heréticas não têm nada de original, pois os protestantes diziam já a mesma coisa no século XVI. O Concílio de Trento condenou-lhes, solenemente, os erros:

“Se alguém disser que a Ordem ou a ordenação sagrada não é, verdadeiramente e propriamente, um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo; ou que é apenas uma invenção humana, imaginada por homens ignorantes nas coisas eclesiásticas; ou somente um rito pelo qual se escolhem os ministros da Palavra e dos Sacramentos; seja anátema.” [298]
“Se alguém disser que não há, na Igreja Católica, hierarquia instituída por uma disposição divina e que se compõe de Bispos, de sacerdotes e de outros ministros; seja anátema.” [299]

Vaticano II tem alguma responsabilidade na atual crise do sacerdócio?

Vaticano II contribuiu para a crise do sacerdócio, ao insistir, exageradamente, sobre o “sacerdócio comum dos fiéis”.

Notas:

[297] VM-Zur Zeite, revista dos redentoristas alemães, julho-agosto de 1980, p.91.

[298] Concílio de Trento, 23ª sessão, can.3; DS 1773.

[299] Ibid.,can.6; DS 1776.

Catecismo Católico da Crise na Igreja. Pe. Mathias Gaudron.

Notas da imagem:

Padre oferecendo o sacrifício da Santa Missa.

Na Santa Missa, é oferecido a Deus um sacrifício pelos pecados dos homens, uma ação de graças e uma adoração cujo valor é infinito. Portanto, a Santa Missa nos concede todas as graças, tanto espirituais como temporais, na medida de nossas disposições interiores.

A Santa Missa Católica tem e terá sempre o efeito de elevar os homens até a Cruz e de uni-los a Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado.

Pois bem. Hoje existe uma tendência, que ninguém pode negar, de pôr as mãos sobre a Santa Missa. Chega-se a alterar coisas que são essenciais na Santa Missa. E quais são estas coisas essenciais, na Santa Missa?

Em primeiro lugar, a Santa Missa é um sacrifício. Um sacrifício não é uma refeição. Mas, na atualidade, se quis desterrar até a palavra sacrifício. Se fala de Ceia Eucarística, se fala de comunhão eucarística…, se fala de tudo o que se quer, com tal de não mencionar sequer a palavra sacrifício.

E apesar disso, a Missa é, essencialmente, um sacrifício, o Sacrifício da Cruz; não é outra coisa. Substancialmente, o Sacrifício da Cruz e o Sacrifício da Missa são a mesma coisa e o mesmo e único Sacrifício.

Não há outra mutação que na forma de oblação. Nosso Senhor se ofereceu de uma forma sangrenta, cruenta, no altar da Cruz, sendo Ele mesmo o Sacerdote e a Vítima. E sobre nossos altares, se oferece, sendo igualmente o Sacerdote e a Vítima, por ministério dos sacerdotes.

Somente o sacerdote é o Ministro consagrado pelo Sacramento da Ordem, configurado, pelo Caráter, ao Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecendo o Sacrifício da Missa, na pessoa de Cristo: “in persona Christi”.

É o sacerdote o que recebeu o encargo, de Deus Nosso Senhor, para continuar o Sacrifício. E de nenhuma forma os fieis. É certo que os fieis têm de se unir ao Sacrifício, unir-se de todo coração, com toda a sua alma, à Vítima, que está sobre o altar, como deve fazer também o sacerdote. Mas os fieis não podem oferecer, de forma alguma, o Santo Sacrifício, “in persona Christi”, como o sacerdote.

O sacerdote está configurado ao Sacerdócio de Cristo, está marcado para sempre, para a eternidade. “Tu es sacerdos in aeternum”… Somente ele pode oferecer verdadeiramente o Sacrifício da Missa, o Sacrifício da Cruz. E, por conseguinte, somente ele pode pronunciar as palavras da Consagração.

Disponível em: https://www.fsspx.com.br/destruir-a-missa/

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