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O Papa tem parte na crise atual da Igreja?

O Papa tem parte na crise atual da Igreja?

Como já evocamos, uma das características da crise atual na Igreja é ser fomentada pelas mais altas autoridades da Igreja. Os Papas, até o presente, favoreceram esta crise:

  • apoiando teólogos modernistas;
  • defendendo, eles mesmos, opiniões; e, promovendo ações, inconciliáveis com a Fé Católica;
  • pondo obstáculos ao trabalho dos defensores da Fé.

O Papa João XXIII tem uma parte de responsabilidade pela crise atual?

João XXIII (1958-1963) é o Papa que fez explodir a crise que estava incubada há décadas.

Apesar das vozes que o alertavam, convocou o Concílio Vaticano II. Seu aggiornamento virou a palavra de ordem de uma perturbação sem limites, assim como da introdução do espírito do mundo na Igreja.

Pode-se verdadeiramente repreender a João XXIII pela convocação do Vaticano II?

Mais ainda do que pela convocação em si mesma, deve-se repreender, em João XXIII, a finalidade e o espírito dessa convocação.

No discurso de abertura do Concílio, João XXIII, depois de ter lembrado que a Igreja nunca deixou de condenar os erros, continuou:

“Mas hoje, a Esposa de Cristo prefere recorrer ao remédio da misericórdia, de preferência a brandir as armas da severidade.
Ela pensa que, de preferência a condenar, responde melhor às necessidades de nossa época, colocando mais em destaque as riquezas de Sua Doutrina.
Claro, não faltam doutrinas e opiniões falsas, perigos contra que se deve alertar e que se devem rejeitar; mas tudo isso é tão manifestamente oposto aos princípios da honestidade e traz frutos tão amargos, que hoje os homens parecem começar a condená-las por si mesmos”. [39]

O Papa opunha-se também aos “profetas de desgraças” e pensava que os erros desapareceriam por si mesmos “como neblina sob o sol”.

O que há de culpável nessas declarações?

Esse ponto de vista ingênuo não tem nada a ver com a realidade. O Budismo, o Islã, o Protestantismo são erros que existem há séculos e nunca desapareceram por si mesmos. Ao contrário, propagam-se sempre mais, porque a Igreja hoje recusa-se a condená-los.

Na Igreja mesma, apesar das previsões otimistas do Papa João, a Verdade não resplandeceu; mas, pelo contrário, uma multidão de erros se espalhou.

Há outros exemplos do pacifismo de João XXIII?

Mons. Lefebvre, membro da Comissão Preparatória do Concílio, foi testemunha de um episódio pior ainda. Quando se escolhiam os experts do Concílio, ele se surpreendia de encontrar nas listas, contrariamente ao regulamento, ao menos três padres que haviam sido condenados por Roma, por causa de sua doutrina.

No fim da reunião, o Cardeal Ottaviani veio até Mons. Lefebvre e explicou-lhe que aquele havia sido o desejo expresso do Papa. O Papa queria, então, no Concílio, experts, cuja integridade de Fé estava sujeita a precaução.

Notas:

[39] João XXIII, Discurso de abertura do Concílio, DC nº 1387 (1962), col.1383-1384.

Catecismo Católico da Crise na Igreja. Pe. Mathias Gaudron.

Notas da imagem:

Recordam-se dos famosos “profetas de desgraça”, tão especificamente censurados pelo Papa João XXIII na abertura do Concílio Vaticano II em 11 de Outubro de 1962?

“Cremos que devemos discordar destes profetas de desgraça, que estão sempre a prever desastres piores, como se estivesse a vir o fim do mundo.”

Disse Nossa Senhora de Fátima:

“Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas..”

Será Nossa Senhora junto com os pastorinhos de Fátima os “profetas de desgraça” dito pelo Papa João XXIII? A Senhora, que mostrou aos pastorinhos de Fátima uma visão do inferno (que, longe de estar vazio, estava bem cheio de almas dos condenados), deu ao mundo uma Mensagem que contradiz diretamente o aggiornamento dos adeptos da Nova Primavera do Vaticano II.

Como no livro "O pequeno número daqueles que são salvos", de São Leonardo de Porto Maurício, são pouquíssimos os que são salvos.

"Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lc 18,8)

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