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Erros da liberdade religiosa

Erros da liberdade religiosa

Das novidades pastorais introduzidas no Concílio Vaticano II:

"Este Sínodo Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa" (Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae, nº 2).

Este é outro grande erro provindo das novidades introduzidas pelo Concílio Vaticano II.

Dizia Santo Agostinho (Epist. 166):

"Que morte pior para a alma do que a liberdade do erro".

Papa Gregório XVI, na encíclica (dogmática) Mirari Vos, também condenou a liberdade religiosa:

“Tocamos agora outra ubérrima causa de males, pelos quais deploramos a atual aflição da Igreja, a saber: o indiferentismo, isto é, aquela perversa opinião que, por engano de homens malvados, propagou-se por todas as partes, de que a salvação eterna da alma pode ser conseguida em qualquer profissão de fé, com tal que os costumes se ajustem às normas do reto e do honesto... E desta, sob qualquer ponto de vista, pestífera fonte do indiferentismo, mana aquela sentença absurda e errônea, ou melhor, aquele delírio de que a liberdade de consciência tem que ser afirmada e reivindicada para cada um.” (Papa Gregório XVI, Mirari Vos, Denzinger, 1613-1614)

E o Papa Gregório XVI continua:

“E assim é que, quebrado todo freio com o qual os homens são contidos nos caminhos da verdade, como por si mesma a sua natureza se precipita, inclinada como está para o mal, realmente dizemos que se abre o poço do abismo [Apoc. 9, 3] do qual João viu que subia uma grande nuvem de fumaça com a qual o sol se obscureceu, ao sair dele gafanhotos sobre a imensidão da Terra". (Gregório XVI, Mirari Vos, Denzinger, 1613-1614).

É curioso verificar a relação estabelecida por Gregório XVI entre a liberdade de consciência e o fumo do poço do abismo de que fala São João no Apocalipse.

O Papa Paulo VI, depois do Vaticano II, decepcionado com seus frutos, afirmou que tinha a sensação de que "por algum lado a fumaça de Satanás havia entrado no Templo de Deus" (Paulo VI, discurso em 30 de junho de 1972. Apud Romano Amerio, Iota Unum, p. 8).

O beato Papa Pio IX, que proclamou solenemente o dogma da Imaculada Conceição, alerta contra liberdade religiosa:

"... não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por nosso predecessor, de feliz memória, de "loucura" ( Mirari Vos) que "a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo, que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades retamente constituídas e que os cidadãos tem direito a uma omnímoda liberdade, que não deve ser coarctada por nenhuma autoridade eclesiástica ou civil, pelo que podem manifestar de cara aberta e publicamente quaisquer conceitos seus, por palavra ou por escrito, ou por qualquer outra forma" (Pio IX, Quanta Cura, Denzinger, 1690).

Alertou o Papa Pio VI , após a Revolução Francesa, em 1789:

“É com este objetivo (abolir a religião católica) que se estabeleceu, como um direito do homem na sociedade, essa liberdade absoluta, que não só assegura o direito de não ser impedido sobre as suas opiniões religiosas, mas que dá ao indivíduo esta licença de pensar, de dizer, de escrever, e mesmo de fazer injúria impunemente em matéria de religião, tudo o que possa se sugerir a imaginação mais desregrada: direito monstruoso, mas que parece para a Assembleia [Nacional Constituinte] resultar da igualdade e da liberdade naturais a todos os homens. Mas que poderia aí existir de mais insensato...?” (Pio VI, Quod aliquantulum, 10 - III- 1791.)
“E principalmente, a propósito dos indivíduos, examinemos esta liberdade tão contrária à virtude da religião, a liberdade de culto, como lhe chamam, liberdade que se baseia no princípio de que é lícito a cada qual professar a religião que mais lhe agrade, ou mesmo não professar nenhuma" (...)
É por isto que oferecer ao homem a liberdade de que falamos, é dar-lhe o poder de desvirtuar ou abandonar impunemente o mais santo dos deveres, afastando-se do bem imutável, a fim de se voltar para o mal. Isto, já o dissemos, não é liberdade, mas uma depravação da liberdade, e uma escravidão da alma na abjeção do pecado” (Leão XIII, Libertas Praestantissima, n. 13)

Que dirá, então, o tão temido pelos modernistas: Syllabus (dogmático) do Beato, Papa Pio IX, Syllabus, Denzinger, 1715 a 1718 e 1780. Vejamos alguns erros denunciados no Syllabus:

“Erro 15: Todo homem é livre para abraçar e professar a religião que, guiado pela luz da razão, tiver por verdadeira."
"Erro 16: Os homens podem encontrar no culto de qualquer religião o caminho da salvação eterna e alcançar a eterna salvação."
"Erro 17: Pelo menos devem ter-se fundadas esperanças acerca da eterna salvação de todos aqueles que não se acham de modo algum na verdadeira Igreja de Cristo."
"Erro 18: O protestantismo não é outra coisa que uma forma diversa da mesma verdadeira religião cristã, e nele, da mesma forma que na Igreja Católica, se pode agradar a Deus."
"Erro 53: O Romano Pontífice pode e deve reconciliar-se e transigir com o progresso, com o liberalismo e com a civilização moderna."

Ora, ao analisar a Gaudium et Spes, um dos expoentes do CVII, até mesmo o Cardeal Joseph Ratzinger, reconheceu e criticou com a serenidade de Pastor:

"Se se deseja emitir um diagnóstico global sobre este texto poder-se-ia dizer que significa [junto com os textos sobre a liberdade religiosa e sobre as religiões mundiais] uma revisão do Syllabus de Pio IX, uma espécie de Antisyllabus" (Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria dos Princípios Teológicos, Editorial Herder, Barcelona, 1985, pág. 457).

Diz a Sagrada Escritura:

“Não desprezeis as [legítimas] profecias” (1 Tessalonicenses, 5).

Portanto, reflitamos sobre a profecia de Nossa Senhora de Akita, a qual é a continuidade dos alertas que nossa Mãe Santíssima fez na França e em Fátima e Ela é o maior “eco” do Santo Evangelho, da Lei e dos Profetas. Tudo está se cumprindo:


Notas do vídeo:

Mensagem de Nossa Senhora à Irmã Agnes, em Akita, Japão. As mensagens da Virgem Maria relatadas pela irmã Agnes Sasagawa no vídeo, referem-se à aparição do dia 13 de Outubro de 1973, última data das aparições, cujos eventos iniciaram a 12 de junho do mesmo ano. Esta aparição de Nossa Senhora foi aprovada pela Igreja.

“Haverá Bispos contra Bispos, Cardeais contra Cardeais...”
“Aqueles sacerdotes que me venerarem serão desprezados e atacados.”
“Igrejas e altares serão profanados.”
“A Igreja estará cheia com aqueles que aceitam compromissos.”
“Satanás irá levar muitos sacerdotes e religiosos para longe de Deus.”
“Não haverá perdão se os pecados continuarem a crescer.”
“As únicas armas que restarão a vocês serão o Rosário e o sinal do meu Filho.”

Notas da imagem:

Em matéria de liberdade religiosa na ordem civil, três pontos capitais, entre outros, são absolutamente claros na tradição católica:

1. Ninguém pode ser obrigado pela força a abraçar a fé; 

2. O erro não tem direitos; 

3. O culto público das religiões falsas pode, eventualmente, ser tolerado pelos poderes civis, em vista de um maior bem a obter, ou de um maior mal a evitar, mas de si deve ser reprimido, mesmo pela força, se necessário.

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