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E os protestantes? Eles tem Fé? É preciso ter Fé para se salvar?

E os protestantes? Eles tem Fé? É preciso ter Fé para se salvar?

Que as frações protestantes do Cristianismo não podem estar na Verdade deriva do simples fato de serem tardias divisões da Igreja de Cristo. Lutero não reformou a Igreja, como pretendeu; mas inventou novas doutrinas que contradizem aquilo no que os cristãos sempre creram no passado.

Os cristãos sempre estiveram convencidos, por exemplo, de que a Eucaristia só poderia ser celebrada por um homem ordenado padre e que a Santa Missa é um verdadeiro Sacrifício.

Como poderia ser verdadeiro pretender de repente, 1500 anos depois, algo diferente? Como a Igreja Anglicana poderia ser a verdadeira, uma vez que ela deve sua existência somente ao adultério do Rei Henrique VIII?

Pode-se facilmente encontrar a verdadeira religião?

Devemos constatar com o Papa Leão XIII:

“Reconhecer qual é a verdadeira religião não é difícil a qualquer um que queira julgar com prudência e sinceridade. Com efeito, provas numerosas e estupendas; a verdade das profecias; a multidão de milagres; a prodigiosa rapidez da propagação da Fé, mesmo entre seus inimigos e em detrimento dos maiores obstáculos; os testemunhos dos mártires e outros argumentos similares provam claramente que a única verdadeira religião é a que Jesus Cristo instituiu ele mesmo e cuja guarda e propagação deu à Sua Igreja como missão.” [26]

Se é simples encontrar a verdadeira religião, como explicar que tantos homens não a reconheçam?

Se tantos homens não reconhecem a verdadeira religião, é, sobretudo, porque muitos pecam por negligência neste assunto. Não se preocupam em conhecer a Verdade sobre Deus, mas se contentam com os prazeres deste mundo; com costumes e com superstições do meio em que vivem e que bastam para satisfazer seu sentimento religioso; eles não têm sede de Verdade.

Muitos pressentem, além disso, que a verdadeira religião lhes exigirá sacrifícios que não desejam. Enfim, o homem é naturalmente um “animal social”: tem necessidade de ajuda em todos os domínios (físico, técnico, intelectual e moral) e depende muito da sociedade onde vive. Se esta é islâmica ou ateia (como a nossa), se a escola e as mídias o afastam do Cristianismo (e, também, embrutecem-no para o impedir de refletir), ser-lhe-á muito difícil nadar contra a maré.

A Fé é necessária para a salvação?

A Sagrada Escritura ensina que a Fé é absolutamente necessária para obter a salvação eterna. Diz Nosso Senhor:

“Aquele que crer e for batizado, será salvo; aquele que não crer, será condenado” (Mc 16,16)

São Paulo ensina:

“Sem a Fé, é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6).

Qual é esta Fé necessária para a salvação?

A Fé necessária para a salvação não é qualquer fé; mas a verdadeira Fé, aquela que faz aderir de modo sobrenatural à verdadeira doutrina revelada por Deus.

Esta necessidade da verdadeira doutrina é visível na Sagrada Escritura?

A necessidade de guardar a verdadeira doutrina é manifestada pelas advertências repetidas dos Apóstolos quanto aos incrédulos e aos hereges:

“Um tempo virá em que os homens não suportarão mais a Sã Doutrina; mas, ao contrário, ao sabor de suas paixões e com o ouvido seduzindo-os ardentemente, dar-se-ão mestres em quantidade e desviar-se-ão o ouvido da Verdade para se entregar às fábulas.” (2Tm 4,3)

Aqueles que, sem culpa de sua parte, não aderem às Verdades Reveladas, estão, pois, necessariamente perdidos?

Deus dá a todo homem a possibilidade de se salvar. Aquele que desconhece as Verdades de Fé, sem culpa de sua parte, obterá de Deus, num momento ou num outro, se fizer todo o possível para viver bem, a possibilidade de receber a Graça santificante. Mas é evidente que aquele que, por sua culpa, não professa a Verdadeira Religião, perder-se-á eternamente.

A verdadeira Fé é, pois, de suprema importância?

Efetivamente. Não se trata, nesta questão, de uma vã controvérsia teológica; mas da salvação ou da perdição eterna das almas imortais.

Notas:

[26] Leão XIII, encíclica Immortale Dei, 01.11.1885

Catecismo Católico da Crise na Igreja. Pe. Mathias Gaudron.

Nota da Ilustração:

A primeira missa no Brasil foi celebrada por Henrique de Coimbra, frade e bispo português, no dia 26 de abril de 1500 (6 de maio, no calendário atual), um domingo, na praia da Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia. Quadro de Victor Meirelles.

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