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A Missa tridentina foi abolida?

A Missa tridentina foi abolida?

Desde 1969, data da introdução da Missa nova (a Missa de Paulo VI), esforçou-se por fazer crer que a Missa tradicional havia sido abolida e proibida.

Mas, em seu Motu Proprio Summorum Pontificum (07 de julho de 2007), o Papa Bento XVI reconheceu publicamente que a Missa tridentina nunca havia sido abolida.

Todos aqueles que haviam sido acusados de desobediência e perseguidos, durante quase quarenta anos, por causa de sua fidelidade a esta Missa, sofreram, pois, perseguição por causa da justiça.

A Missa tradicional podia ser abolida?

A Missa tradicional podia dificilmente ser proibida, pois a Igreja sempre respeitou os ritos multisseculares, em vez de tentar proibi-los.

Ademais, São Pio V, tendo promulgado o Missal tridentino (pela Bula Quo primum tempore de 14 de julho de 1570), havia outorgado um privilégio perpétuo, segundo o qual, nenhum padre poderia jamais ser impedido de ser fiel a este rito para celebrar a Missa.

As decisões da Bula Quo primum tempore de São Pio V não foram abolidas pela Constituição Apostólica Missalem romanum de Paulo VI (03 de abril de 1969), promulgando a Missa nova?

É difícil determinar o alcance jurídico exato da Constituição Missalem romanum de Paulo VI, por causa das ambiguidades que contém.

O que é seguro é que não pretendia abolir o privilégio outorgado por São Pio V. Os defensores da Missa tradicional viram isso e disseram-no imediatamente; mas os Bispos, e mesmo o Papa Paulo VI, procuraram fazer crer que a Missa nova era obrigatória.

Foi preciso, pois, esperar quase quarenta anos para que Roma percebesse que a Missa tradicional não estava abolida?

As autoridades romanas sabiam exatamente, ao menos desde 1986, que a Missa tradicional não havia sido abolida. Mas, foi preciso esperar ainda mais de vinte anos para que a coisa fosse tornada oficial. O Cardeal Stickler contou:

“Em 1986, o Papa João Paulo II fez duas perguntas a uma comissão de nove Cardeais.

Primeiramente:

“O Papa Paulo VI ou uma outra autoridade competente proibiu a celebração, em nossa época, da Missa tridentina?”

A resposta dada por oito dos nove Cardeais, em 1986, foi:

“Não, a Missa de São Pio V nunca foi proibida. Posso dizê-lo, pois eu era um dos Cardeais.”

Houve também uma outra pergunta interessante:

“Um Bispo pode proibir a um padre que tenha boa reputação de continuar a celebrar a Missa tridentina?”.

Os nove Cardeais foram unânimes em dizer que nenhum Bispo poderia proibir a um padre católico de celebrar a Missa tridentina. “Não há proibição oficial e eu creio que o Papa nunca trará alguma...justamente por causa das palavras de São Pio V, que disse que esta Missa valia perpetuamente.” [264]

O novo rito da Missa é uma expressão adequada do ensinamento católico sobre o Sacrifício da Missa?

Conforme o juízo dos Cardeais Ottaviani e Bacci, o novo rito da Missa, promulgado em 1969, “distancia-se, de modo impressionante, no todo, como no detalhe, da teologia católica da Santa Missa.” [265].

Todas as mudanças tendem a silenciar o Sacrifício propiciatório, para se aproximar da Ceia protestante.

Como, concretamente, a Missa nova se aproxima da Ceia protestante?

As mudanças mais graves são as que tocam ao Ofertório e ao Cânon. Pode-se dizer que as reivindicações de Lutero, que pediam a abolição do Ofertório e do Cânon foram, substancialmente, satisfeitas no novo Ordo.

Notas:

[264] Cardeal Alphonse Stickler, em Latin Mass Magazine, 05.05.1995.

[265] Cardeais Ottaviani e Bacci, Carta entregue a Paulo VI, em 29 de setembro de 1969, acompanhada de um Breve exame Crítico do novo Ordo Missae, redigido por um grupo de teólogos.

Catecismo Católico da Crise na Igreja. Pe. Mathias Gaudron.

Notas da imagem:

Jesus Cristo é sacerdote, vítima e altar.

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