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Mulher modesta e elegante

Decência no vestuário

A modéstia não se opôs nunca à decência e à propriedade do vestuário. A negligência e a grosseria nunca agradaram a Deus nem às almas virtuosas; mas é o impudor e a imodéstia que Deus detesta e pune severamente. Quando eu era da tua idade, também me enfeitava segundo o meu estado e a minha condição, mas para atrair o respeito e a estima de preferência a uma admiração vã, que não serve senão para excitar as más afeições.

Se um confessor te impusesse por penitência dos teus pecados sofrer unicamente a metade do que sofres pelas modas, taxá-lo-ias de indiscreto. Mas tudo se torna fácil quando é o mundo que o ordena. Deus faz mal, dizia um dia um do Meus fiéis servidores a sua filha, que via diante dum espelho toda aplicada à vaidade; Deus faz mal se te não envia para o inferno, porque tu procura todos os meios de ir para lá. É, pois assim, ó Minha filha, que desempenhas as promessas feitas no dia sagrado do teu bastismo?

Na verdade, tu desonras muito a Minha modéstia, afetando, pela pouca decência no vestuário, querer agradar aos mundanos! Crês tu ter a modéstia duma donzela cristã, quando até para a igreja vais carregada de jóias e modas escandalosas? Quando, pela afetação do teu aspecto, fazes com que todos os olhares se dirijam mais depressa para ti do que para o altar? Quando roubas para ti mesma as homenagens devidas a Meu filho e a Mim, Sua mãe e tua?

Aviva a tua fé, ó Minha filha, e reconhece que nesse ato um demônio que se apresentasse no lugar santo faria menos horror que tu.

Persuades-te sempre, ó Minha filha, que não fazes senão o que as outras fazem. Ainda que os pecados que tu cometestes e fazes cometer pela imodéstia do teu vestuário sejam inumeráveis, fazes deles tão pouco caso, como muitas outras das tuas companheiras, que não os confessas, ou te acusas, quando muito, de ser um pouco inclinada à vaidade. [1]

As donzelas devem lutar com a oração, porque sem Deus ninguém pode ser casto; com a penitência e mortificação, porque é necessário sujeitar o corpo às exigências do espírito.

A modéstia é um exercício particular de mortificação destinado a moderar e regular toda a atividade interior e exterior do homem, em conformidade com a sua vocação. São Paulo recomenda esta virtude a todos os cristãos: “A vossa modéstia seja conhecida de de todos os homens” (Fil. 4,5); mas de maneira especial estão obrigadas a ela as almas consagradas, porque sendo chamadas, pelo seu estada de vida, a conservar intacto o tesouro da castidade, têm necessidade de mais assíduo e delicado exercício de moderação dos sentidos. Exatamente como aquele que, possuindo tesouros materiais de grande valor, toma todas as medidas e precauções para defendê-los dos ladrões.

“Irmãos, sede sóbrios e vigiai”, exorta-nos São Pedro (I, 5,8), porque o inimigo do bem está sempre à espreita.

Quem, sem necessidade, quer ver tudo, ouvir tudo, provar tudo, é semelhante àquele que deixa as portas da própria casa abertas a qualquer invasão. Os sentidos são as portas da alma; importa guardá-los para não pôr em perigo o tesouro da castidade.

A modéstia, porém, não é só uma arma defensiva da castidade, é também o baluarte de toda a vida interior: somente a alma que sabe guardar os seus sentidos, é capaz de se recolher no seu interior para viver em intimidade com Deus. A modéstia, desviando os sentidos das coisas terrenas, concentra-os e fixa-os em Deus.

Este é o valor positivo da modéstia. Só quem ama muito o Senhor é capaz de se impor tal disciplina. [2]

Referências:

[1] Retirado do livro “Maria falando ao coração da donzela, meditações para todos os dias do mês”, traduzido pelo Abade A. Bayle, 1917.

[2] Retirado do livro “Intimidade Divina, meditações sobre a vida interior para todos os dias do ano”, Padre Gabriel de Santa Maria Madalena, OCD, 1967.

Artigo de quarta-feira, 23 de agosto de 2017.

Tags: decência modéstia vestuário

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