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Menina olhando para menino

O combate pela pureza

Os incentivos à impureza, multiplicando-se continuamente, envenenam as bases da vida. E ao mesmo tempo, a atitude tolerante, ou melhor, a atitude deformada de uma parte cada vez maior da opinião pública, a tornam cega diante dos mais graves distúrbios morais e permitindo assim que se relaxem ainda mais as rédeas que mantêm o mal sob controle.

A imoralidade presente é pior do que a de idades precedentes? Seria talvez imprudente afirmar isso, e a pergunta é, em todo caso, supérflua. Na sua própria época, o autor do Livro do Eclesiastes pôde escrever:

“Não diga jamais: Como pode ser que os dias de outrora eram melhores que estes de agora? Porque não é a sabedoria que te inspira essa pergunta. O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.”

A vida do homem na terra, mesmo na época cristã, permanece sempre uma guerra. Temos que salvar nossas almas e as almas dos nossos irmãos. Hoje, o perigo é certamente maior, porque os meios de excitar as paixões, anteriormente muito restritos, multiplicaram-se enormemente. O progresso na impressão, publicações baratas e luxuosas, fotografias, ilustrações, reproduções artísticas de todas as formas, cores e preços; filmes, espetáculos de variedades e centenas de outros meios apresentam secreta e discretamente as atrações do mal, e as tornam disponíveis a todos – velhos e jovens, mulheres e moças. Não é verdade que está aí para todo mundo ver uma moda que é tão exagerada a ponto de dificilmente ser adequada a uma moça cristã? E o cinema não apresenta agora as produções que anteriormente eram apresentadas apenas em locais onde mal se ousava pôr os pés?

A Igreja deve trabalhar pelas almas, e da mesma forma a Ação Católica, a sua ação, a serviço da Igreja, em união íntima e sob a direção da Hierarquia, lutando contra os perigos da imoralidade, lutando em qualquer campo que esteja aberto para vós: no campo da moda e do vestuário, da saúde e do esporte, no domínio das relações sociais e de entretenimentos, vossas armas serão a vossa palavra, o vosso exemplo, a vossa cortesia e vosso comportamento; armas que põem ante os outros um padrão de ações, que são uma honra para vós e vossa atividade, e tornam este mesmo padrão possível e louvável para eles.

Não temos a intenção de pintar o triste retrato, apenas muito familiar, dos exageros que vós percebeis sobre vós: vestidos que dificilmente são suficientes para cobrir a pessoa, ou outros que parecem concebidos para enfatizar aquilo que deveria esconder; esportes que são realizados com tais vestuários, tanto exibicionismo e em tais companhias que são inconciliáveis até mesmo com o padrão menos exigente da modéstia; danças, filmes, peças teatrais, publicações, ilustrações, decorações a partir do qual o desejo louco de diversão e prazer produz graves perigos. Ao contrário, nós temos o desejo de trazer à mente mais uma vez os princípios cristãos que iluminem vossas decisões nesses assuntos, vossos passos e guia de conduta, e inspirem e sustentem vossa guerra do espírito.

É realmente uma guerra. A pureza das almas que vivem em estado de graça sobrenatural não é preservada, nem será preservada, sem luta. Nos campos de batalha da Igreja, onde a virtude se opõe ao vício, vós encontrareis sempre os personagens heroicos, novos intrépidos, moldados por Deus: esses, sustentados pela graça, não se abalam nem caem, não importa quão fortes sejam os golpes; eles podem abertamente conservar-se incorruptos e puros no meio da impureza que os cerca; eles são, por assim dizer, o fermento no grão bom, e um renascimento para o maior número de almas – esses, também, redimidos pelo sangue de Cristo, que constituem as massas.

O objetivo, então, do vosso combate deve ser o de tornar menos árdua para os homens de boa vontade a conquista do grau de pureza cristã, a condição de salvação: para garantir que as tentações que surgem do ambiente não excedam os limites da resistência que, com a graça divina, a vitalidade medíocre de muitas almas possa se opor a elas.

Alocução do Papa Pio XII às moças da Ação Católica. 22 maio 1941. Papal Teaching, “The Woman in the Modern Word”, St. Paul Editions (1958)

Artigo de sexta-feira, 1 de setembro de 2017.

Tags: modéstia pudor pureza

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