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Pintura de crianças rezando

A castidade é a maior das virtudes

A castidade é a virtude da qual despende tudo; a virtude pela qual as outras aumentam em valor e brilho, e sem a qual as outras não têm valor; a virtude mais importante e mais necessária para a tua felicidade eterna.

Se tu, tens conservado a Castidade ilibada, ou se a recuperaste em combate renhido, tornar-se-á fácil para ti a prática das demais virtudes, até mesmo o distinguir-te nelas. Poderás exclamar com a Sagrada Escritura: “Juntamente com ela me veio todo o bem.”

Ah! Se pudesses compreender, donzela cristã, que bem inestimável possues na imaculada pureza do coração, e quanto te fazes amável e agradável, por esta virtude, a Deus aos Anjos e aos homens! E que infelicidade, que amargura, que tormento para ti seria, se caísses no vício da impureza! Sem dúvida, te arriscarás a enérgico combate, farás heroico sacrifício, para conservar esta pérola das virtudes ou, uma vez perdida, recuperá-la.

Acredita, acredita-me: por mais que o deleite pecaminoso te convide, se lhe cederes, te fará infeliz e, com crueldade inexorável, destruirá a felicidade de tua vida e, talvez, por tua causa, ainda muitas outras se desgracem. O mais terrível, porém, é que aquelas almas entregues, por muitos anos, ao vício abominável da impureza, quase sempre, por toda a eternidade, tornam-se infelizes.

Considera o que quer dizer: ficar eternamente no mais terrível fogo infernal; ser eternamente atormentada por demônios; permanecer eternamente na companhia dos condenados, dos homens mais deploráveis; ser eternamente roída pelo verme dos remorsos da consciência; suportar eternamente os imensos e indizíveis tormentos do Inferno!

Não é sem motivo, pois, que Jesus, o esposo das almas castas, o Deus conhecedor de tudo, te diz: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8).

“Tudo quanto se estima, não se pode comparar com uma alma casta e pura.” (Eclo 26, 20).

Não é sem motivo que a Sagrada Escritura, o livro da Sabedoria Eterna, é inesgotável em elogios à Santa Pureza. “Oh! Quanto é bela uma casta geração!” exclama um santo entusiasmo; “imorredoura é sua recordação, honrada, muito honrada por Deus e pelos homens… Coroada por toda a eternidade, celebra triunfos, porque, lutando em combate imaculado, obteve a palma da vitória.” (Sb 4, 1-2).

A pureza do coração, dizem os mestres da vida espiritual, sobrepuja tanto as outras virtudes, quanto o diamante as demais pedras preciosas; é ela o lírio e a pérola entre as virtudes; possuindo-a a consciência está tranquila, a serenidade resplandece-lhe nos olhos, o contentamento habita-lhe na alma: como segura recompensa tem uma morte tranquila, e a bem-aventurança eterna é imensa.

Nada, pois, jovem cristã, aprecies tanto, nada guardes tanto como a santa castidade do teu estado. Com o santo príncipe São Casimiro de Polônia, digas sempre: “Quero antes morrer mil vezes do que sacrificar a pureza do meu coração.”

Não te esqueças nunca: quem perde a inocência, sofre um prejuízo muito maior do que se perdesse um império inteiro. Por isso, deves querer antes perder tudo, mesmo a vida, do que esta jóia preciosíssima.

Hoje, o perigo é certamente maior, porque os meios de excitar as paixões, anteriormente muito restritos, multiplicaram-se enormemente. A pureza das almas que vivem em estado de graça sobrenatural não é preservada, nem será preservada, sem luta. Os incentivos à impureza, multiplicando-se continuamente, envenenam as bases da vida. A castidade só é preservada com muita luta, porém torna-se doce e agradável a Deus obedecendo as regras de modéstia, principalmente ao se vestir.

Se tiveres tido a desgraça de pecar contra a pureza do coração, confessa-o, jovem cristã, com todo o arrependimento e sinceridade, ao teu confessor, para que te ajude a conseguir o perdão de Deus e a não caíres outra vez.

Se, porém, tens a grande felicidade de poder dizer consigo mesma: Com a graça de Deus, conservei sempre fielmente a pureza do coração, então continua assim; tu mesma não sabes quanto és feliz e quantos elogios mereces; absolutamente não compreendes de quantos padecimentos e tentações és preservada; não compreendes com quanto carinho Deus e os Santos olham para ti e que sublime distinção receberás, no Céu, pela inocência. Pois, “tudo quanto se estima, não se pode comparar com uma alma casta e pura” (Eclo 26, 20).

“Em todas as tuas obras lembra-te de teus novíssimos, e nunca jamais pecarás.” (Eclo 7, 40)

Retirado e adaptado do livro “Como te tornarás feliz? Conselhos para donzelas cristãs”. Padre Henrique Muller.

Artigo de sexta-feira, 29 de setembro de 2017.

Tags: castidade pureza virtude

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