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Padre dando catequese às crianças

Soldados da pureza

A nobreza e a liberdade da alma dão ao olhar da criança inocente tal encanto, que os maiores pintores do mundo, quando querem representar os anjos – portanto, uma beleza sobrenatural – lhes dão fisionomias infantis. Esses traços sorridentes são um orvalho refrigerante nos botões nascentes da humanidade.

Sim, no rosto de um adolescente de alma pura, de vida casta, reflete-se a beleza do Céu. Platão já dizia: “Que nos é preciso para ver a Deus? A pureza e a morte.”

O céu sem nuvens não tem o mesmo sorriso ao romper do dia; as estrelas não têm o mesmo brilho à noite; as pérolas do rocio matinal não têm o mesmo esplendor; o regato da montanha não tem a mesma pureza de cristal; talvez fosse semelhante o olhar dos anjos, se tivessem corpo. Aparece nesses olhos a alma de um anjo coberta de flores da primavera; neles brilham a serenidade de uma alma pura, que a poeira não desbota.

E, se o reflexo da inocência natural e da pureza da alma num rosto de criança é tão belo, muito mais comovente o é um moço, cuja virtude deve ter sido adquirida ao preço de rudes combates sustentados virilmente! Guarda estas graves palavras de Goethe: “Grandes pensamentos e coração puro – eis o que deveríamos pedir a Deus” (Wilhelm Meisters Wanderjare, 1, 10).

A vida casta estabelece a harmonia entre a parte inferior e a parte superior do homem. A alma pura é o mais precioso tesouro do homem, o alicerce de uma vida heroica, a mais bela manifestação da semelhança de Deus.

É difícil achar no mundo coisa mais santa que um jovem coração preservado do pecado.

Texto retirado do livro “O brilho da mocidade”, por Monsenhor Tihamér Tóth, 7ª edição de 1965.

Artigo de quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Tags: inocência pureza

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